Droga. Ensaiei tanto post, e agora o ano acabou – fica meio sem sentido começar a discutir os dilemas da dona de casa feminista com todo mundo se estapeando em Copacabana pra ver os fogos e pular sete ondinhas. Então, melhor partir logo para aquele momento já clássico do ano na prateleira, etc. e tal.
Acho que 2011 conseguiu ser o melhor ano de que me lembro até hoje. Melhor que 2001 e 2002, melhor que 2010. Especial, mesmo.
Foi o ano de ser inacreditavelmente feliz. No final de 2010, Ricardo comprou passagem só de vinda para o Rio. Em maio, trouxemos a Phoebe para morar conosco. Em setembro, nos casamos de pastel passado, e finalmente pude conhecer Machu Picchu, na lua de mel. E o trabalho indo bem, e gente nova entrando na vida, e gente de sempre trilhando novos caminhos.
Tantas vezes me peguei, esse ano, sentada no chão, olhando incrédula pra forma quase mágica como a vida se organizou, cheia de uma ternura indescritível por tudo: casa, marido, cachorro, os sapatos espalhados, a caixa de transporte no meio da sala, a estante enfeitada com aparadores de livro em forma de bicho.
Um dia contei da brincadeiraque fazia quando criança. E disse que a idade que usava de referência era 24, e que, portanto, eu tinha frustrado meus sonhos infantis. Mas hoje, prefiro acreditar que essa menina que eu fui era capaz de adequar as expectativas. E de entender que cada coisa tem seu tempo, e que três anos podem ser bem pouco tempo.
2011 foi Grande Sertão:Veredas:
“Hoje, sei: medo meditado – foi isto. Medo de errar. Sempre tive. Medo de errar é que é a minha paciência.”



Publicado por carine (@sourainha) em dezembro 30, 2011 às 12:30 am r r
adorei o post? acho que foi o primeiro falando bem de 2011 e isso me deixa feliz, me deixa tendenciosa a prestar mais atenção nas coisas boas. gostei ainda mais do tumblr, fiquei com vontade de ter minha foto lá.
que venha um 2012 com mais coisas boas ;*
Publicado por Iara em dezembro 30, 2011 às 8:41 am r r
Que foto mais fofa. É isso, muita ternura. Vocês são uns fofos, uns queridos, uns nhóim nhóim. A Deborah de 7 anos com certeza abriria um sorrisão bem gostoso com a vida fofinha que a adulta construiu pra si.
Publicado por Phoebe em dezembro 30, 2011 às 12:40 pm r r
POR FAVOR, DORMINDO….
Publicado por Adler em janeiro 10, 2012 às 11:05 am r r
Ah, o tempo.
quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele soprando sulcos?
o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
Publicado por Jade_rj em janeiro 12, 2012 às 3:00 pm r r
Há tempos não vinha aqui e fiquei muito feliz de ler esse post!! Que sejam os próximos anos, melhores ainda!!
Beijos!!