Minhas malucas

Estou com saudade dos meus cachorros.

Para quem não sabe, minhas duas cadelas labrador (assim, mesmo, em minúsculas, e não pode falar “labradora” – acho que foi o Bruno Tausz que me ensinou isso) moram com meu ex-namorado. Sim, eu sou uma mãe divorciada.

Phoebe (loira e retardada, como sua xará de Friends) e Morgana (pêlo preto como a bruxa de As Brumas de Avalon) são dois bichinhos adoráveis. Dóceis, meigas, alucinadas, e absurdamente apaixonadas por mim. E eu por elas.

Phoebe foi o primeiro projeto de um casal que, na época, tinha todo o futuro pela frente. Eu nunca tinha tido um cachorro, e era doida pra ter um labrador. Fomos a uma feirinha de filhotes, vimos uma filhote de labrador, e eu comecei a chorar porque não podia levá-la para casa. Uns meses depois, ele quis realizar meu sonho – ele mora numa casa com quintal e jardim -, e fomos buscar Phoebe na casa onde ela morava.

Ela era um bichinho espevitado. De acordo com a dona, era a filhote mais espoleta da ninhada. Chegamos, e ela estava equilibrada sobre um skate, que depois começou a morder e chegou a arrancar uns pedaços. Ali, eu soube quem era a Phoebe, e se tivesse juízo, teria desistido do negócio. Ainda bem que o juízo faltou.

Morgana já foi um projeto muito mais pensado. Por causa da Phoebe, fiz muitos amigos, entre eles um dos melhores criadores de labrador do país. E ele me propôs uma co-propriedade numa linda filhota preta. O que mais eu poderia querer? Veio de avião aquele bichinho pequenininho, que parecia de pelúcia, e era o oposto da Phoebe: quietinha, boazinha, meio medrosa.

Afastar-me das duas foi uma das partes mais difíceis de terminar o namoro. Hoje, tenho um acerto com a mãe do meu ex, e passo lá nos fins-de-semana para buscá-las, treinar agility, e passar um tempinho lambendo as crias.

Mas dá uma baita saudade.

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14 comentários sobre “Minhas malucas

  1. Sei exatamente como é… Comprei a Michelle (a primeira dos quatro que temos atualmente) sozinha, mas meu ex-namorado, claro, participou do plano. Depois veio o Scooby. Esse sempre foi ligado a mim, mas a Michelle era louca pelo ex. Quando terminamos, deixei a chave de casa ainda com ele e pedia para ele passar lá para brincar com ela. Ele foi uma vez e ela ficou tão, mas tão feliz (começou a correr freneticamente de um lado pro outro, roda, choramingar, pular,…) que eu chorei ao perceber que, de certa forma, fui responsável por privá-la da companhia dele. Só que depois ele sumiu. Eu só posso lamentar e nem imagino se ela sente falta dele ou sequer se lembra. Já o outro namorado, que já é marido, tinha um “filho” com a ex. No início, o Larry ficava com ela, mas depois acabou indo morar com a gente. Era mesmo como se fosse um filho, já que o Julio era responsável pela ração e fazia visitas regulares (hahahaha). Eu acho que o Larry sempre preferiu o pai mesmo. Hoje sou madrasta dele (rs) e o Julio (marido) adotou os meus.Ah, sim… cheguei aqui no seu blog há alguns dias, através do Eri e acabei ficando porque adorei seu jeito de escrever. :)Beijos,K.

  2. Ai, Deb… Que tristeza me deu agora vendo a carinha das doidas no chão… Eu, como filha de pais separados, sei o rolo que é essa coisa da “guarda” dos filhos… rsrsrrs Ah, ops, vc é “devogada”, né? Deve saber tbm. ;-)Brincadeiras à parte, ainda bem que vc tem esse acordo aí pra matar a saudades de vez em quando. Beijinho e manda um au do pessoal aqui pras meninas.

  3. Ah.. Phoebe e Morgana fazem parte um pouquinho da minha história tbFoi com a Phoebe que aprendi mto através de sua adorável dona, ela e a Nala tem exatos 2 meses de diferença…rsDepois veio a Morgana e tb participei de sua historiaTorço mto pelas 3…moram no meu coração!!!Bjo enorme!!!

  4. É engraçado, mas toda vez que eu viajo, sinto mais saudade das meninas que dos meus pais… rsPeludos irresistíveis, esses.Sorte a nossa! ^^Beeeijo.P.S.: já até sei que hoje tem nem rastro seu por aqui, à noite. Mas, putamerda, você me ignorou solenemente no msn pela tarde… Até tentei fazer drama, mas não amoleceu seu coração! =( HAIEUHAIEUHIAUHEIHAEHU

  5. Ah, as duas malucas são lindas!!! Até eu tenho saudades delas. Mas acho que esse negócio de ir ver no final de semana é sempre um bom esquema pra pais divorciados. ; )Agora vê se passa num concursão e arruma uma casa enorme pra elas! ^^

  6. ai, q dor no coracao. nao deve ser fácil, nao. já dá saudade só de ver a foto, sem conhecer as malucas. hehe imagine pra vc q é a dona.p.s.: valeu pela visita de volta!!!

  7. Eu não poderia deixar de postar em relação a essas duas malucas. Foi por causas delas (tanto suas quanto as minhas) que nos conhecemos. Agora, depois de tanto anos, ultrapassamos o assunto cães e falamos de qualquer coisa. Realmente qualquer coisa.Nos identificamos em muitas coisas. E hoje vivemos as mesmas condições com nossas peludas, apesar de não ter terminado o meu namoro. Apesar disso você vê as suas muito mais do que eu vejo as minhas. Espero mudar isso logo. Ah, minha idéia de você vir para SP e eu deixar as minhas peludas com as suas ainda está de pé viu! Mesmo que o Kaoru não goste. Eu nunca imaginaria que um lab seria capaz de fazer eu aprender tanto e conhecer tanta gente. Mas foi o que aconteceu. Conheci várias pessoas por causa delas e pessoas que ultrapassaram o nível da net e viraram amigos pessoais, aqueles ao qual que seu sei que poderei contar sempre. (Não fique se vangloriando, mas você é uma delas.)Beijos!

  8. Pessoas lindas do meu coração, fiquei super feliz com os comentários de vocês aqui!Graças a essas duas, como a Fê bem falou, conheci tanta gente, fiz tantos amigos, que só posso ser grata por elas terem entrado na minha vida.Busquei as duas ontem, fomos pra casa da vovó depois do agility, dormimos lá. Elas estavam lindas, lindas, super tranqüilas, dava até dó. Mas deu pra matar bem a saudade!

  9. É, eu também fui uma que conheceu a Deb graças aos caes… a princípio, nossa relaçao começou mal, nao gostei de um comentário que ela escreveu pra mim no orkut… hahahaha, lembra Deb? Do perfil pra ter lab? Essa nao te perdôo, hehehe… mas o tempo passou, nós nos conhecemos melhor, e como muitas amizades que já tive que começaram mal, acabaram se tornando em grandes amizades. Trocamos experiências, conselhos, ajudas… enfim!Deb, fico muito triste mesmo por ter acontecido assim, mas desejo que vc consiga lidar com essa situaçao, lendo suas palavras parece que vc está no caminho certo. Continue curtindo suas maluquinhas sempre… (eu ainda acho que vc deveria leva-las pra sua casa, mas sei lá! vc deve ter seus motivos! 🙂 )

  10. É, eu também fui uma que conheceu a Deb graças aos caes… a princípio, nossa relaçao começou mal, nao gostei de um comentário que ela escreveu pra mim no orkut… hahahaha, lembra Deb? Do perfil pra ter lab? Essa nao te perdôo, hehehe… mas o tempo passou, nós nos conhecemos melhor, e como muitas amizades que já tive que começaram mal, acabaram se tornando em grandes amizades. Trocamos experiências, conselhos, ajudas… enfim!Deb, fico muito triste mesmo por ter acontecido assim, mas desejo que vc consiga lidar com essa situaçao, lendo suas palavras parece que vc está no caminho certo. Continue curtindo suas maluquinhas sempre… (eu ainda acho que vc deveria leva-las pra sua casa, mas sei lá! vc deve ter seus motivos! 🙂 )

  11. Just a comment, quando terminei com o meu namorado (8 anos de relaçao) acho que senti mais pela cachorrinha dele do que por qualquer outra coisa, ainda me lembro que chorei dando meu último beijo nela… era uma dasch muito fofa…

  12. Pingback: Meu ego feio e gordo « A realidade, Maria, é louca

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