Metamorfoses

Chega uma hora em que finalmente a infância fica para trás, junto com um punhadinho de ilusões que ainda restava.

Uma hora em que é preciso enfrentar o medo do desconhecido, o medo do fracasso, o medo da morte, o medo da solidão, e fazer o que precisa ser feito.

Hora em que se aprende a perder, e que se descobre que esse aprendizado é, de fato, a maior das liberdades.

Em que se percebe que é preciso fazer as escolhas mais duras, e abandonar de vez as adolescências, as crises, as procrastinações.

Que a vida é tosca, mesmo, que as cenas não são de filme, os romances não são heroicos, os dramas não são plenos, e a comédia pastelão está sempre prestes a começar.

O humor é fundamental, a leveza é a chave da sanidade, responsabilidade não é fardo, crescer é aprender a carregar sem reclamar a bagagem que se recebeu.

2009, na prateleira, difícil como foi, sofrido como foi, fica guardado como o ano em que virei gente grande de vez. E nem estou achando tão ruim.

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