O Ano

O ano em que aprendi que realizar os desejos depende de aceitar os riscos de querer – inclusive o risco de se esborrachar de cara no chão.

O ano em que peguei meu medo de mudança, meti-lhe um direto de esquerda e deixei ali, na poeira. E mudei de emprego, de cidade, de estilo.

O ano em que comecei a namorar o amor da minha vida, que hoje mora comigo.

O ano em que deixei a 400km de distância pessoas que amo, e de quem sinto falta todos os dias.

O ano em que passei a pagar todas as minhas contas. E descobri que dou conta.

O ano em que aprendi a cozinhar.

O ano em que me envolvi na política, fiz campanha, torci, discuti.

O ano em que, mais uma vez, conheci muita gente legal, dentro e fora da internet, que hoje sai pra beber comigo.

O ano em que decidi vender o carro, e experimentar a vida de pedestre (mas continuo procurando comprador!)

Na prateleira dos anos vividos, taí: 2010 é A Montanha Mágica. Difícil de digerir, meio exasperante em alguns momentos, mas inesquecível. Termina com o pé direito: réveillon em Copacabana com bons amigos, e embarque para Brasília na manhã de sábado, para ver a posse da minha presidenta.

Bora lá, 2011 tá aí, e o prognóstico é bom.

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3 comentários sobre “O Ano

  1. Pingback: Querido ano velho « A realidade, Maria, é louca

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